Guia TISS: Erros Mais Comuns e Como Evitá-los
Os 12 erros que mais causam rejeição de guias e como corrigi-los antes do envio
O que é o padrão TISS e por que ele importa
O TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) é o padrão obrigatório definido pela ANS para a comunicação entre prestadores de serviços de saúde e operadoras de planos. Toda guia de atendimento, solicitação de exame ou internação deve seguir esse padrão.
Quando a guia TISS tem erros, a operadora pode:
- Rejeitar o lote inteiro
- Glosar a guia específica
- Atrasar o pagamento em semanas ou meses
Os 12 erros mais comuns em guias TISS
1. Número da carteira inválido ou desatualizado
O número do beneficiário deve corresponder exatamente ao cadastro da operadora. Cartões vencidos ou com numeração antiga são rejeitados automaticamente.
Como evitar: valide o número da carteira no site da operadora antes do atendimento. Sistemas inteligentes fazem essa checagem automaticamente.
2. Código TUSS incorreto
Confusão entre códigos de procedimentos similares é extremamente comum. Por exemplo:
- 10101012 (Consulta em consultório) vs. 10101039 (Consulta em domicílio)
- 31401015 (Exérese de cisto) vs. 31401023 (Exérese de tumor)
Como evitar: use a busca por nome do procedimento, não por código. O sistema deve sugerir o código correto a partir da descrição.
3. CID-10 ausente ou incompatível
Muitas operadoras exigem o CID-10 para justificar o procedimento. Quando está ausente ou não é compatível com o procedimento solicitado, a guia é glosada.
Como evitar: configure regras de associação entre procedimentos e CIDs aceitos. O sistema deve alertar quando a combinação é incomum.
4. Data de atendimento fora do período de cobertura
Se o paciente está em carência ou o plano foi cancelado, o procedimento não é coberto. Isso gera glosa total.
Como evitar: consulte a elegibilidade do beneficiário antes de realizar o procedimento.
5. Guia de solicitação (SADT) sem autorização
Procedimentos que exigem autorização prévia não podem ser faturados sem o número da autorização preenchido na guia.
Como evitar: crie um fluxo de verificação de autorização antes do agendamento do procedimento.
6. Quantidade incorreta de procedimentos
Faturar 2 sessões de fisioterapia quando a autorização era para 1, ou vice-versa. Discrepâncias na quantidade são glosa certa.
Como evitar: vincule a quantidade faturada à quantidade autorizada automaticamente.
7. Tipo de guia incorreto
Usar guia de consulta para procedimento SADT, ou guia de SP/SADT para internação. Cada tipo de atendimento tem seu modelo de guia específico.
Como evitar: o sistema deve selecionar automaticamente o tipo de guia com base no procedimento.
8. Dados do profissional executante incompletos
Nome, número do conselho (CRM/CRO), UF e código de especialidade (CBOS) são campos obrigatórios. Qualquer um faltando gera rejeição.
Como evitar: cadastre os dados dos profissionais uma única vez e o sistema preenche automaticamente em todas as guias.
9. Assinatura ou carimbo ausente (guia física)
Embora o processo esteja migrando para digital, muitas operadoras ainda exigem guia física assinada.
Como evitar: digitalize a guia assinada e anexe ao lote eletrônico.
10. Prazo de envio ultrapassado
Cada operadora define um prazo máximo para receber as guias (30, 60 ou 90 dias). Envio fora do prazo é glosa irreversível.
Como evitar: configure alertas de prazo por operadora e priorize o envio das guias mais antigas.
11. Lote com XML malformado
Erros técnicos no arquivo XML do lote TISS — como tags não fechadas, encoding incorreto ou versão desatualizada do schema — causam rejeição de todo o lote.
Como evitar: utilize sistemas que gerem o XML automaticamente a partir dos dados preenchidos, com validação contra o schema da ANS antes do envio.
12. Divergência entre guia e nota fiscal
A operadora cruza os dados da guia TISS com a nota fiscal do prestador. Divergências de valor, CNPJ ou período de competência geram bloqueio no pagamento.
Como evitar: integre o módulo de faturamento TISS com o módulo fiscal para garantir consistência.
Checklist de validação pré-envio
Antes de enviar qualquer lote TISS, verifique:
- [ ] Todos os campos obrigatórios estão preenchidos
- [ ] Número da carteira é válido e está ativo
- [ ] Código TUSS corresponde ao procedimento realizado
- [ ] CID-10 é compatível com o procedimento
- [ ] Autorização está válida (quando exigida)
- [ ] Dados do profissional estão completos (nome, conselho, UF, CBOS)
- [ ] Quantidade faturada corresponde à autorizada
- [ ] Tipo de guia é adequado ao atendimento
- [ ] Envio está dentro do prazo da operadora
- [ ] XML está validado contra o schema TISS vigente
A solução: validação automática em tempo real
Sistemas modernos como o Clinz validam cada guia no momento do preenchimento, não depois. Isso significa:
- Campo preenchido incorretamente? Alerta imediato com sugestão de correção
- Código TUSS incompatível com CID? Bloqueio antes do envio
- Autorização vencida? Notificação na tela antes de gerar a guia
Essa abordagem preventiva elimina a maioria dos erros antes que eles se tornem glosas.
Conclusão
Erros em guias TISS são a principal causa de glosas em clínicas brasileiras. A boa notícia é que 90% desses erros são previsíveis e evitáveis com processos adequados e validação automatizada. Invista em um sistema que faça a verificação por você — seu caixa agradece.
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